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Com que mais foste, em tal estado,
a marca finda em tua casa,
deitaste a mão em planta rasa,
e um novamente é rabiscado.
E, traço a traço, lado a lado,
ergueste a ideia sobre a brasa
e deste adeus à velha casa
igual quem mora em chão roubado.
És todo sonho, és todo fado:
a pena antecedendo a asa,
batendo como quem se atrasa,
num céu que azula imaginado.
Donde vieste, um não! e um brado.
Onde acabaste, nada abrasa.
E, ao Sol, que acima te desasa:
renasces ar, sem ser alado.
30/03/25
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