
Espero como a concha espera a onda no marNa beira, vem a ondaEla lambe, afaga e quebraE traz e leva e salga e fustigaDe carícias conjuntas e infinitas a conchaQue derrete, que dissolve e desapareceQue, só querendo ser levada para longe, pra longeÉ levada pra sempreNa carne misturada da ondaQue é, na verdade, infinitas conchasQue ainda esperam, vagando pelo marEspero como espera a conchaQue cochicha só, bivalve esquartejada,Que cochila só no seu ofício de esperar
14/10/2007
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