Na
mão, uma rosa
velhinha,
velhinha…
Murchinha,
na sua meninice de botão.
Um
espinho no peito,
uma
coisa dessas da vida
(a
vida não sabe nada de desabrochos…),
e
uma marca negra nas bolsas
que
não dormiram seus olhos
denunciam
os botões doentes
de
velhices precoces,
de
vidas-morte fortes,
ainda
que moribundas;
ainda
que rotundas, infecundas, veniais…
A
rosa-forte do meu coração
(mais
negra que rubra,
mais
punho que afago,
mais
carne que sangue)
desespera
no cesto da florista,
ambas
à espera.
Ambas,
oxidadas,
comidas
de fungos e sol
e
eivadas de agonias febris,
habitam
nos eitos das fábricas
entre
as mãos cansadas
e
as engrenagens sujas
que
sustentam a torpe indústria dos idílios.
A rosa parada
numa calçada da vida
não enfeita,
não perfuma
nem comove.
A rosa, de mão fechada,
puta abandonada
entre o jardim e o cabelo,
não entende que é da vida
para o que der e vier.
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