desde menino, sei de coisas
que só as coisas sabem, por exemplo:
nadejar e tudejar
no terreiro amplo do espaço das tardes
como as terras, os ventos
e a indiferença das plantas;
andar a esmo nas importâncias
sem me dar delas;
caber no vazio
quando me apercebo dele;
e inexistir
na via expressa dos afazeres humanos.
04/08/21

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