PERNOITE
Os olhos da noite são amarelos.
Bile celeste, mijo de gato,
Bico aberto de bacurau.
Reza na esquina a hora torta:
“Dobrai, que aqui te dobro.”
E dobramos.
Fingem almas fugindo os cães,
E fugimos, por desatentos de nós,
Escorridos na gota amarga e cadente
Que sobe às telhas e gane baixinho
A rima exata da solidão:
“Lua…”
29\03\15
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