Meu espírito é míope: não vê um palmo diante do nariz.
Tateia tudo e sai de narinas ao vento, como uma alma,
mas sem o azedume religioso das almas.
Meu espírito é homem, feito de terra,
e padece da cegueira solitária dos homens,
essa cegueira de raiz, que, se enxergasse,
não enraizaria.
Contudo, mesmo não sabendo, procura, e esse não saber de nada
é que o ala.
Saboreia o mundo, cansa a língua na sensaboria,
à qual prefere, às vezes, o amargor ou a amargura,
conforme a fonte.
E, toda noite, cansado dos sentidos, cala-os,
abre os olhos negros e estrelados, cegos, vítreos
(olhos de espelho de cabaré antigo)
e dorme uma escuridão cintilante, salpicada de meteoritos
e outros mistérios absurdos.
Tateia tudo e sai de narinas ao vento, como uma alma,
mas sem o azedume religioso das almas.
Meu espírito é homem, feito de terra,
e padece da cegueira solitária dos homens,
essa cegueira de raiz, que, se enxergasse,
não enraizaria.
Contudo, mesmo não sabendo, procura, e esse não saber de nada
é que o ala.
Saboreia o mundo, cansa a língua na sensaboria,
à qual prefere, às vezes, o amargor ou a amargura,
conforme a fonte.
E, toda noite, cansado dos sentidos, cala-os,
abre os olhos negros e estrelados, cegos, vítreos
(olhos de espelho de cabaré antigo)
e dorme uma escuridão cintilante, salpicada de meteoritos
e outros mistérios absurdos.
23\09\14
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