(Para Talita Laila, minha mulher.)
Tanta coisa muda um rio…
Assoreia-lhe o leito o aço da draga,
curva-lhe a margem o aluvião.
Mas o que muda mesmo um rio,
de um modo que dele se toma o curso
e corre-o nas veias como seu,
de uma forma que se faça o próprio rio
um mar a amar-se em seu infinito particular
livre de todas as correntes,
é como nele (como a primeira vez fosse)
nos banhamos.
31/08/15