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segunda-feira, 31 de agosto de 2015

OXUM


(Para Talita Laila, minha mulher.)

Tanta coisa muda um rio…
Assoreia-lhe o leito o aço da draga,
curva-lhe a margem o aluvião.
Mas o que muda mesmo um rio,
de um modo que dele se toma o curso
e corre-o nas veias como seu,
de uma forma que se faça o próprio rio
um mar a amar-se em seu infinito particular
livre de todas as correntes,
é como nele (como a primeira vez fosse)
nos banhamos.

31/08/15

Um comentário:

Talita Laila Ferreira disse...

O silêncio me fez presente em um soluço ao ler o que sua alma expressou.
Amo-te.