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domingo, 2 de janeiro de 2011

DA TERRA

Foto: Sara Marques

Era um solo comum
Desses de horta e de cova
Que me recebia.

Era um laço firme entre a carne e a pedra
Que se formava.

À margem da casa,
Animais de carga e seus donos e
Moleques livres
— os filhos naturais daquele úbere.

Eu, adotado, fui aos poucos me desguarnecendo
E me tornando simples
— uma pedra de rio, um seixo ovalado —
E me fazendo irmão
Dos que se lembram dos nomes das coisas.

31/12/2010

2 comentários:

Eduarda disse...

Fernando,

O teu novo stile está um must1.

depois o poema, quase que panteista, uma ligação á terra e ao ar.

Como sempre, para se sentir.

bj

Rebeca Xavier disse...

eu n sei o q é panteísta, mas eu gostei do q li igual qnd eu li o graciliano na topic e a trocadora n entendia pq q eu ria e fcava séria. eu gostei disso tb.